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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Até quando eu vou correr atrás de você?




Até eu cansar? até eu achar GRANDES motivos para não me interessar mais por você? até substituir lembranças boas por momentos de raiva? até eu encontrar uma pessoa que me dê mais valor do que você? até o dia que você perceber que eu não vou estar mais ao seu lado? até o momento que você sentir minha falta? Quando tudo isso vai acabar? Quando eu levar mais um tombo? Quando você cansar de pisar em mim? Quando eu REALMENTE acordar pra vida e perceber que você NUNCA vai me dá valor? Acho que é por aí mesmo. Todo esse sentimento só vai acabar quando eu encontrar alguém que realmente goste de mim, que me faça rir das pequenas idiotices, que me ligue apenas pra dizer: "Oi minha linda, só liguei pra saber se você está bem e pra dizer que senti sua falta", alguém me que beije quando estiver distraída, e que faça dos meus desastres bobos, seu sorriso. Espero que tudo isso REALMENTE aconteça, e que eu NUNCA chegue a esta situação novamente. Pois quando você se der conta de tudo isso .. eu não iria mais te aceitar na minha vida!

terça-feira, 16 de novembro de 2010







Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo. Eu bati a 200 km por hora e estou voltando a pé pra casa, avariada. Eu sei, não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Talvez este seja o ponto. Talvez eu não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada, de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida satisfatória, sem seqüelas, sem registro de ocorrência? Eu não amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada. Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor. Era melhor.


Filme Divã - Martha Madeiros